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Economia Trabalhador autônomo

Renda do trabalhador autônomo sobe 19,5% no segundo trimestre

A renda efetiva, no mesmo período, teve alta de 0,9%

19/09/2021 às 02h12 Atualizada em 19/09/2021 às 02h19
Por: Redação Fonte: EBC
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Banco Central do Brasil
Banco Central do Brasil

Estudo divulgado hoje (17), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que no segundo trimestre de 2021, a renda habitual dos trabalhadores brasileiros caiu 6,6%, enquanto, registrou aumento de 0,9% na renda efetiva.

Entretanto, em comparação com o mesmo período do ano passado, este é o pior momento do mercado de trabalho durante a pandemia de COVID-19.

A pesquisa, intitulada "Retrato dos Rendimentos e Horas Trabalhadas", tem como base os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) e da Pnad Covid, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a análise do IPEA, os trabalhadores autônomos são os que mais impactam sua renda, em comparação com o mesmo período de 2020, a renda efetiva do segundo trimestre de 2021 aumentou 19,5%.

No segundo trimestre deste ano, eles receberam 76% do habitual. A renda efetiva dos trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado aumentou 2%, enquanto os trabalhadores sem carteira, houve aumento de 6,9%.

“A análise mostra que, apesar da melhora nos rendimentos no segundo trimestre deste ano, a recuperação ainda é lenta. O afastamento da ocupação atinge 16,26% dos trabalhadores, afetando mais de 13,5 milhões”, menciona o pesquisador do Ipea e autor do estudo, Sandro Sacchet.

A região Nordeste é a mais afetada pela segunda onda da epidemia, com a renda efetiva recuando 2,6% no segundo trimestre de 2021. Na análise por gênero, o crescimento da renda efetiva das mulheres (1,4%) foi superior ao dos homens (0,48%), no mesmo período.

Estudos têm mostrado que embora haja um grande número de famílias sem renda de trabalho, em comparação com o primeiro trimestre deste ano, a proporção no segundo trimestre de 2021 diminuiu ligeiramente, de 29,3% para 28,5%.

Além disso, o grande número de domicílios sem renda do trabalho, demonstra lenta recuperação no nível de ocupação aos patamares anteriores à pandemia para as famílias de renda mais baixa.

A renda dos jovens adultos de 25 a 39 anos foi a mais atingida pela pandemia, com o rendimento médio real caindo 3,2% no segundo trimestre deste ano. Por outro lado, o rendimento dos ocupados com mais de 60 anos, aumentou 1,3% no período coberto pelo relatório, influenciado pela elevada proporção de trabalhadores por conta própria nessa faixa etária.

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