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Economia Redução de juros

Caixa Econômica reduz juros do financiamento da casa própria e vai na contramão da Selic

Banco reduziu parte fixa da parcela de 3,35% para 2,95% ao ano

19/09/2021 às 01h46 Atualizada em 19/09/2021 às 19h12
Por: Redação Fonte: EBC
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Caixa Econômica Federal
Caixa Econômica Federal

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira (16) a redução das taxas de juros do crédito imobiliário. Os detalhes foram anunciados em evento para o setor de construção civil realizado na sede do banco, em Brasília.

 

A redução dos juros ocorreu em uma modalidade específica de financiamento à habitação, o crédito da Poupança Caixa.

 

A Caixa oferece atualmente quatro métodos de financiamento para a casa própria:

- Crédito com taxa fixa de juros;

- Crédito com correção pela Taxa Referencial (TR);

- Financiamento corrigido pela inflação (IPCA);

- Crédito Poupança Caixa;

A redução será realizada na taxa fixa que é praticada pelo banco, essa taxa de juros anual sofreu redução de 3,35% (a.a.) para 2,95% ao ano. Assim, o crédito da Caixa poupança passa a ser de 2,95% ao ano + rendimentos da poupança.

 

Enquanto, a taxa de retorno da poupança equivale a 70% da taxa básica de juros Selic, que atualmente é de 5,25%. Na prática, se considerarmos o valor atual da Selic, o crédito desse modelo será atualizado em 6,62% ao ano.

 

Além disso, a partir do dia 4 de outubro, as novas condições da linha de crédito imobiliário Poupança Caixa podem ser simuladas através da app Habitação Caixa ou diretamente no site do banco. Entretanto, as contratações só terão início no dia 18 do mesmo mês.

 

Atualmente, a carteira de crédito habitacional da Caixa totaliza R$ 534,6 bilhões, com 5,8 milhões de contratos, respondendo por 67,3% de todos os financiamentos imobiliários do país.

Porém, esse movimento foi na contramão do aumento da taxa básica de juros, a Selic, que tem sido continuamente elevada pelo Banco Central (BC) para controlar a alta da inflação.

Taxa de juros

Para cumprir a meta de inflação, o Banco Central tem como principal instrumento a taxa básica de juros Selic, que atualmente é fixada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em 5,25% ao ano.

 

Quando o Copom eleva a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que leva a reflexos nos preços, pois juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Portanto, taxas de juros mais altas dificultam a recuperação da economia.

 

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, estimulando a produção e o consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

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