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Infertilidade secundária: saiba como identificar se você tem e quais são os tratamentos

Ao tentar engravidar pela segunda, alguns casais podem ser surpreendidos pela infertilidade secundária.

22/11/2021 às 09h28 Atualizada em 22/11/2021 às 09h38
Por: Redação
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Infertilidade secundária Saiba como identificar se você tem e quais são os tratamentos
Infertilidade secundária Saiba como identificar se você tem e quais são os tratamentos

Ao tentar engravidar pela segunda, alguns casais podem ser surpreendidos pela infertilidade secundária, ou seja: a dificuldade de conseguir a gestação com a mesma facilidade de antes.

O fato de terem um filho anteriormente não garante que as próximas concepções serão tão fáceis e rápidas como da primeira vez. Isso pode acontecer porque condições diversas — como idade, disfunções de órgãos reprodutores femininos ou masculinos e problemas de saúde — podem comprometer a fertilidade de um casal.

O que é infertilidade secundária?

Não é preciso se alarmar depois de diversas tentativas frustradas para engravidar, pois isso não significa que o casal apresenta infertilidade secundária.

Normalmente, um ciclo apresenta cerca de 20% de chances de concluir um processo de fecundação em casais férteis.

Caso o casal perceba que o período para concretizar a fecundação esteja se estendendo além do habitual, deve se consultar com um especialista para verificar se há infertilidade secundária, ou seja, verificar se algum fator impede a fecundação do segundo filho.  

Outros indicativos de que algo não vai bem na reprodução humana são ciclos menstruais desregulados, abortos espontâneos ou diagnósticos de doenças sexuais.

Causas

O fato de ter passado por uma gravidez anterior faz com casais imaginem que não terão dificuldades em engravidar novamente, porém algumas condições podem prejudicar essa performance. São elas:

  • Avanço de idade da mulher;
  • Disfunções do aparelho reprodutor feminino, como endometriose, disfunções ovulatórias, obstrução das trompas de Falópio e menopausa precoce;
  • Alterações na quantidade de espermatozoides;
  • Realização de vasectomia ou laqueadura.

A essas características fisiológicas, somam-se mais fatores que influenciam na infertilidade secundária — como o estilo de vida do casal, obesidade, uso de medicamentos e abuso de tabaco e álcool.

Visando um diagnóstico preciso, o especialista solicitará exames para analisar as funções dos aparelhos reprodutores femininos e masculinos.

Similar à investigação feita em qualquer caso de infertilidade, a mulher fará exames hormonais, de ultrassom e de ovulação para verificar possíveis disfunções na estrutura do útero ou trompas.

No homem, analisa-se a quantidade e qualidade dos espermatozoides com exames de espermograma e de mobilidade. Exames de sangue também buscarão por doenças pontuais no casal.

Tratamentos

A partir da identificação do problema, algumas soluções serão apontadas dentro dos tratamentos de reprodução humana, de acordo com a taxa de reserva ovariana e infertilidade secundária do casal.

Em casos de infecção, medicamentos serão ministrados para solucionar o problema. Ou, se necessário, alguma intervenção cirúrgica poderá ser feita para desobstruir canais ou retirar inflamações, como endometriose.

De acordo com a complexidade do problema, podem ser sugeridas técnicas de reprodução assistida, como inseminação artificial, em que o espermatozoide é implantado diretamente no útero, após o estímulo hormonal para que o órgão facilite a fixação do embrião.

Além dessa alternativa, há a possibilidade da fertilização in vitro, na qual o material genético passa por um tratamento de preservação antes de ser fecundado. Então, o embrião é fixado no útero, aumentando as chances de gravidez.

A Mini-FIV, por sua vez, induz a produção de óvulos, focando na sua qualidade. A decisão de qual tratamento fazer partirá do especialista ao avaliar o quadro de infertilidade secundária do casal.

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