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Comédias dramáticas invadem o cinema e chegam ao Oscar

Gênero cinematográfico que mistura risos e lágrimas conquista audiência e premiações.

14/03/2022 às 21h40
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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O ano de 2021 entrará para a história como um período de emoções contraditórias, pelo menos é o que indica a lista de favoritos da 94a edição do Oscar, que acontece no próximo dia 27 de março em Los Angeles, na Califórnia. Com quatro películas do gênero comédia-dramática indicadas ao prêmio de Melhor Filme, a academia mostra que enredos híbridos como os de Belfast, CODA, Não Olhe para Cima e Licorice Pizza, têm força para competir com épicos como Duna e Beco do Pesadelo, e dramas musicais de mega orçamento como Amor Sublime Amor de Steven Spielberg. Na categoria Filme Internacional, a tendência aparece no enredo do norueguês A Pior Pessoa do Mundo.

Historicamente, comédias dramáticas raramente ganham destaque no Oscar. Em toda a história da premiação, apenas 14 filmes com esse tipo de narrativa levaram alguma estatueta, entre os mais recentes Birdman (2019) e Green Book (2018), e outros considerados “comédias sérias”, um subgênero onde o humor é mínimo diante do enredo central. É o caso de Conduzindo Miss Daisy (1989) e Beleza Americana (1999), onde a tragédia realmente marca o filme.

A aceitação de enredos híbridos como cinema digno de premiação é resultado da crescente popularidade deste estilo entre o público jovem. Vem daí o sucesso de Belfast de Kenneth Branagh, que narra a história de uma criança na caótica Irlanda dos anos 1960. Em termos de época, a conexão passa longe das gerações Z e Millennial, mas a crônica cheia de humor e sensibilidade atraiu em sua maioria (40%) uma audiência abaixo de 35 anos, de acordo com dados de bilheteria dos EUA e Canadá. Lançado em novembro de 2021, Belfast faturou cerca de 26 milhões de dólares nos mercados ocidentais, apesar do ceticismo de um lançamento pós-pandemia nos cinemas.

“O cinema tem sede de inovação e a mistura de gêneros ajuda a criar histórias únicas e mais complexas”, comenta a roteirista carioca Carolina Massote, colaboradora da produtora Detroit Street Films, em Los Angeles. Notando a ascensão do gênero híbrido, a brasileira, que já escreveu dramas e comédias em formato clássico, se prepara para lançar o curta OCD Serial Killer (ainda sem tradução para português), com Gareth Williams (de Dawson's Creek) no papel de um assassino com estratégias cômicas para eliminar suas vítimas. “Com festivais e premiações valorizando gêneros híbridos, a chance de vermos mais histórias com esse tipo de narrativa é grande”, acredita a roteirista.

Antes do Oscar, outras premiações internacionais resolveram levar produções de comédia-dramáticas a sério. O festival de Sundance, por exemplo, entregou três estatuetas para CODA, filme sobre uma jovem aspirante a cantora, filha de pais surdos. Apesar do contexto dramático, o filme foi revisado por críticos como uma história bem humorada que evoca o “bem-estar”. “Acabamos de passar por momentos muito difíceis. Acho que todo mundo está ansioso para ver filmes sobre conexão humana, que faça a audiência se sentir bem e acolhida”, comenta a diretora Sian Heder.

Considerado um dos filmes mais populares entre os dez títulos que disputam a estatueta de melhor filme no Oscar, Não Olhe para Cima foi lançado no fim do ano passado pela Netflix com imensa repercussão global. Especialistas estimam que, caso tivesse estreado nas salas de cinema, teria superado a bilheteria de Duna, maior êxito comercial entre os concorrentes, com um pouco mais de 400 milhões de dólares arrecadados mundo afora. A comédia sombria dirigida por Adam McKay e com elenco repleto de estrelas (Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence e Meryl Streep, entre outros) dividiu opiniões: alguns críticos dizem que o longa não merecia estar entre os melhores do ano, enquanto a audiência alçou o filme a um posto inédito no streaming, sendo o título com mais horas assistidas em uma semana na Netflix. “Fico feliz que uma sátira sobre um evento catastrófico tenha despertado tanto debate”, diz o diretor Adam McKay.

Este ano, a cerimônia do Oscar não transmitirá 13 de suas 23 categorias tradicionais, entre elas Documentário, Edição, Maquiagem e Figurino. A ideia é dedicar mais tempo da premiação para clipes de comédia e números musicais. Tem mudança também na lista de convidados. Seguindo protocolos de segurança da covid-19, 800 assentos foram retirados do teatro Dolby, confirmando que o mix de emoções causado pela pandemia ainda paira no ar.

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